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ANEEL aprova reajuste nas tarifas da Enel SP

A ANEEL aprovou nesta terça-feira (28/06) o Reajuste Tarifário Anual de 2022 da Enel Distribuição São Paulo (Enel SP) – distribuidora que atende a cerca de 7,6 milhões de unidades consumidoras no estado de São Paulo.

No cálculo das novas tarifas, a ANEEL considerou a proposta de regulamentação da ‘CDE Modicidade Eletrobras’ que trata da inclusão dos aportes na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) decorrentes do processo de capitalização da Eletrobras. Este componente contribuiu com -2,84% na redução de impactos no reajuste. Outras medidas consideradas para mitigação das tarifas da distribuidora foram a devolução dos créditos de Pis/COFINS (responsável por – 8,70%), o Empréstimo Setorial da Conta Escassez Hídrica e o diferimento de pagamentos provenientes do repasse da potência contratada de Itaipu.

Também impactará o preço final a ser pago pelo consumidor a Lei Complementar n°194, sancionada na última quinta-feira (23/06), que reduz a alíquota do ICMS na energia para 18%. A aplicação dessa lei que depende dos Estados contribuirá para atenuar o preço final da energia dos consumidores da Enel-SP em aproximadamente -10,4%.

Confira as tarifas que entrarão em vigor na próxima segunda-feira (4/7):

Empresa

Consumidores residenciais – B1

Enel SP

10,01%

Classe de Consumo – Consumidores cativos

Baixa tensão em média

Alta tensão em média

Efeito Médio para o consumidor

10,15%

18,03%

12,04%

Dos componentes que mais impactaram neste processo, destacam-se os encargos setoriais e atividades relacionadas à distribuição e aquisição energia.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Fonte: ANEEL.